Eu tenho um problema muito grave.
Sempre que não falo o que penso fico com um nó na garganta que as vezes chega a me sufocar. Sou assim desde muito pequena, quando não podia falar o que queria eu chorava até não poder mais.
Pensando nisso comecei a perceber que ao invés de falar o que queria eu podia simplesmente escrever o que queria, ninguém necessariamente precisaria ler, a menos que eu quisesse muito..e no texto de hoje, eu não, não quero, mesmo.
Eu sou péssima em lidar com coisas inesperadas, brigas do nada, pessoas inesperadas, festa surpresa, fins inesperados, amores passageiros, amizades fugazes etc etc
Mas isso acontece na nossa vida, cedo ou tarde, e sim acontece o inesperado quando a gente menos espera..hahaha..ok foi óbvio isso.
Eu tava sozinha, e tava feliz, tava massa pra caralho estar sozinha. Dai me dei a chance de sair com alguém que eu jamais cogitei sair (eu meio que qndo terminei o namoro me prometi não pensar mto antes de tomar decisões. um erro? talvez). E eu fui, assim como quem não tá nem ai, fui indo, fui deixando, mas com uma certeza de que aquilo que estava acontecendo não seria nada, não daria em nada. Eu estava tranquila e bem resolvida, segura e totalmente certa do que eu queria.
Aconteceu que algo mudou, aconteceu que quando o celular vibrava eu sentia frio na barriga, que quando eu sabia que ia ver surtava pensando no que ia achar da roupa que escolhi..aconteceu que quando dormia do meu lado eu achava que era o momento mais bacana da semana..
E tem o lance da química que foi uma certa novidade, essa coisa nunca me convenceu mto, mas ela existe, pq quando você tem química por alguém nunca é ruim, nunca. E se misturar química com boas conversas e bom gosto musical, ai, vixi, dai você entrega pra Deus, pq já não tem mais jeito...
A questão é que distraída na minha segurança, eu achei que tudo aquilo era muito normal, eu esqueci como era gostar de alguém de maneira desprevenida e não me toquei que era exatamente isso que tava acontecendo.
Como toda pessoa que não lida com o imprevisível eu me peguei numa situação que não conseguia mais recuar e quando senti que aquilo não era boa coisa, surtei. Deixei de ser eu um pouquinho e me tornei uma menina boba e insegura.
Dai o circo do desastre tava formado, e ao invés de confessar tudo eu guardei, na esperança ingênua de que ia passar, quase que como uma gripe.
Mas lógico que são poucas pessoas que gostam sozinhas, eu gostei porque tava sendo bom, porque ele falava que tava curtindo, porque me fez acreditar que só queria ficar comigo..então talvez eu não seja 100% culpada. Talvez ele seja tão criminoso como eu, mas talvez, também o inesperado pra ele nem chegou a acontecer comigo e eu me deixei levar por uma palavra carinhosa ali, um abraço mais intenso aqui...e novamente acabei me sentindo uma menina boba que perdeu a boneca favorita numa festinha de aniversário da amiguinha do colégio.
E foi isso, agora foi, morreu..acabei sim, gostando sem esperar e sozinha, como acontece com quem é seguro demais. Só o que posso dizer é que essa situação foi uma exceção, e como é bom poder ter vivido uma exceção, e dividido momentos com uma exceção. As vezes a gente aprende coisas novas (e inesperadas haha) com quem a gente menos imagina.
E sim, tô me sentindo uma babaca de não estar mais segura e louca pra pôr meu bloco na rua, como rolou de todas as outras vezes. Mas situações inesperadas geram reações inesperadas.
E não acho que tem mais algo pra acontecer em tudo isso..mas que certeza mais eu posso ter, não é?
Ps: acho que é o primeiro texto que eu uso 100% pra falar de algo só meu, talvez por isso espero que ninguém leia. Se você perdeu seu tempo lendo... Desculpa, a redatora as vezes precisa desabafar.
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