quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Um texto tão confuso quanto a rotina de um paulistano

Vira e mexe eu me pergunto: O que é  felicidade?
Eu fico tentando achar um milhão de coisas que caracterizem o estado de felicidade e de todas as respostas que tive uma é certa, felicidade não combina com caos.
Na minha cabeça ser feliz é estar tranquilo, estar bem, calmo, sem reações intensas e de tirar o fôlego, sem exigir de mais de nada nem de ninguém, sem esperar demais do mundo, sem conflito, sem dor, sem decepção...mas depois de concluir isso eu também me toquei que felicidade constante não existe.
Nunca estamos 100% serenos, não hoje em dia.
Nos tornamos sempre muito disponíveis e de fácil acesso para quem quer que seja, perdemos horas pensando em pessoas que nem sabem quem nós somos, trabalhamos em coisas que não mudam a vida de ninguém (pelo menos não para o bem), nos jogamos em relacionamentos furados por 10 minutos de "felicidade"fugaz", estamos sempre criando horários, marcando coisas e desmarcando. Não temos tempo de nos fechar em nosso próprio mundo para pensar com o que realmente sonhamos e do que realmente precisamos.
Recebemos informações o dia todo, discutimos horas nas redes sociais, perdemos noites esperando uma msgm chegar, nos deprimimos por falta de dinheiro, esperamos ansiosamente a vida acabar
Você acorda esperando chegar o fim do dia para poder descansar, começa a semana querendo que ela acabe, passa o mês esperando o último dia para receber seu salário e torce o ano todo para que dezembro chegue e você tenha seu merecido recesso. No fim estamos todos os dias da nossa vida esperando a vida passar, sem fazer nada para ela ser melhor.
Trabalhar não é mais chegar rir, amar o que faz, chegar em casa e perceber que de fato você fez algo que mudou a vida de quem quer que seja;
Sair para se divertir se tornou uma maneira de esquecer o mundo de rotina, encher a cara, se perder em qualquer abraço frouxo, em qualquer beijo xoxô e tudo isso te deixa mais cansado ainda;
Gostar se tornou um bicho de sete cabeças, uma disputa entre leões famintos, muita dor, muita frase vazia, muita atitude errada, sem a menor sinceridade.
A família é aquele porto seguro que a gente só reconhece aos 45 do segundo tempo, quando tudo já está muito exaustivo. Porque, vamos ser honestos, no dia-a-dia, quantos de vocês lembram de falar com seus pais e irmãos, de maneira carinhosa, para pedir conselho?
 A vida tá exigindo outra vida para ser vivida, e se perder tá muito fácil.
Posso parecer muito pessimista, mas é verdade é que vivemos sem propósito, esperando que um dia o destino coloque uma placa informando o caminho que devemos seguir, até lá a maioria vai saindo e agindo sem pensar que todas as nossas atitudes influenciam diretamente na felicidade dos outros.
Já parou pra pensar hoje quantas pessoas te machucaram e você ainda se perde querendo agrada-las, e em quantas pessoas você já machucou por puro egoísmo e na verdade essa pessoa podia ser a receita da sua felicidade? Já parou pra pensar no que você realmente precisa pra viver e no que você quer, e como essas duas coisas são distintas? Já parou pra pensar em se afastar de tudo e recomeçar de um jeito melhor o que você está fazendo agora?
O mundo as vezes precisa recomeçar e é papel de cada um se questionar para buscar não só a própria felicidade, mas a das pessoas que te cercam.
Quanto a ser feliz...eu acho que é só um estado momentâneo ..o bom da vida, mesmo, é estar em paz.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Um desabafo qualquer, pra ficar guardado.

Eu tenho um problema muito grave.
Sempre que não falo o que penso fico com um nó na garganta que as vezes chega a me sufocar. Sou assim desde muito pequena, quando não podia falar o que queria eu chorava até não poder mais.
Pensando nisso comecei a perceber que ao invés de falar o que queria eu podia simplesmente escrever o que queria, ninguém necessariamente precisaria ler, a menos que eu quisesse muito..e no texto de hoje, eu não, não quero, mesmo.
Eu sou péssima em lidar com coisas inesperadas, brigas do nada, pessoas inesperadas, festa surpresa, fins inesperados, amores passageiros, amizades fugazes etc etc
Mas isso acontece na nossa vida, cedo ou tarde, e sim acontece o inesperado quando a gente menos espera..hahaha..ok foi óbvio isso.
Eu tava sozinha, e tava feliz, tava massa pra caralho estar sozinha. Dai me dei a chance de sair com alguém que eu jamais cogitei sair (eu meio que qndo terminei o namoro me prometi não pensar mto antes de tomar decisões. um erro? talvez). E eu fui, assim como quem não tá nem ai, fui indo, fui deixando, mas com uma certeza de que aquilo que estava acontecendo não seria nada, não daria em nada. Eu estava tranquila e bem resolvida, segura e totalmente certa do que eu queria.
Aconteceu que algo mudou, aconteceu que quando o celular vibrava eu sentia frio na barriga, que quando eu sabia que ia ver surtava pensando no que ia achar da roupa que escolhi..aconteceu que quando dormia do meu lado eu achava que era o momento mais bacana da semana..
E tem o lance da química que foi uma certa novidade, essa coisa nunca me convenceu mto, mas ela existe, pq quando você tem química por alguém nunca é ruim, nunca. E se misturar química com boas conversas e bom gosto musical, ai, vixi, dai você entrega pra Deus, pq já não tem mais jeito...
A questão é que distraída na minha segurança, eu achei que tudo aquilo era muito normal, eu esqueci como era gostar de alguém de maneira desprevenida e não me toquei que era exatamente isso que tava acontecendo.
Como toda pessoa que não lida com o imprevisível eu me peguei numa situação que não conseguia mais recuar e quando senti que aquilo não era boa coisa, surtei. Deixei de ser eu um pouquinho e me tornei uma menina boba e insegura.
Dai o circo do desastre tava formado, e ao invés de confessar tudo eu guardei, na esperança ingênua de que ia passar, quase que como uma gripe.
Mas lógico que são poucas pessoas que gostam sozinhas, eu gostei porque tava sendo bom, porque ele falava que tava curtindo, porque me fez acreditar que só queria ficar comigo..então talvez eu não seja 100% culpada. Talvez ele seja tão criminoso como eu, mas talvez, também o inesperado pra ele nem chegou a acontecer comigo e eu me deixei levar por uma palavra carinhosa ali, um abraço mais intenso aqui...e novamente acabei me sentindo uma menina boba que perdeu a boneca favorita numa festinha de aniversário da amiguinha do colégio.
E foi isso, agora foi, morreu..acabei sim, gostando sem esperar e sozinha, como acontece com quem é seguro demais. Só o que posso dizer é que essa situação foi uma exceção, e como é bom poder ter vivido uma exceção, e dividido momentos com uma exceção. As vezes a gente aprende coisas novas (e inesperadas haha) com quem a gente menos imagina.
E sim, tô me sentindo uma babaca de não estar mais segura e louca pra pôr meu bloco na rua, como rolou de todas as outras vezes. Mas situações inesperadas geram reações inesperadas.
E não acho que tem mais algo pra acontecer em tudo isso..mas que certeza mais eu posso ter, não é?
Ps: acho que é o primeiro texto que eu uso 100% pra falar de algo só meu, talvez por isso espero que ninguém leia. Se você perdeu seu tempo lendo... Desculpa, a redatora as vezes precisa desabafar.


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Sobre ela

Ela vai fingir que não liga, depois vai chorar, ela vai ter raiva, mas depois vai sair...vai espairecer
Ela vai trocar todos os travesseiros, por o colchão no sol, botá tudo pra lavar, vai apagar os vestígios e todas as pistas de onde você vai estar, ou de onde ela possa te esbarrar..mas pra isso vai demorar...
Será?
Ela primeiro vai querer mais, depois menos, depois vai ver que não errou e fez o que podia...vai pensar que tá sofrendo por tão pouco, pouco mais de um mês, não sofreu nem por aquele alguém que durou anos, vai chorar agora, por quem não quer ela? Pra quê?
Ela vai trocar o próprio perfume que é pra não lembrar de como ele ficava misturado com o seu.
Ela vai pensar em evitar, o lugar, as músicas, os amigos, vai se perguntar: "Por que tudo aconteceu do jeito errado, tão rápido?
Ela vai brincar de ser feliz, vai te excluir primeiro pelas fotos no celular...
Será?
...depois msgns, depois da cabeça e do coração.

Vai ver que gostar é diferente de gostar de acostumar!

E você vai primeiro estar indiferente, com outra no coração, depois pode pegar birra (que é o que geralmente rola nessa situação), depois você vai sentir falta, do jeito que ela ri, do jeito que ela não conseguia segurar o que pensa, do jeito que ela acordava de bom humor, do jeito que ela falava engraçado, ou do gosto musical dela, do jeito que ela te tratava como o melhor cara do mundo...
Será?
E ela vai respirar fundo, porque não adianta querer maturidade na fossa, a fossa aliás é bem democrática e justa, ela coloca todo mundo agindo como se tivesse 15 anos de idade...e gostar é ainda pior, é aquela apresentação de balet, que te fez ensaiar dias sem cansar, mas na hora de subir no palco você simplesmente esquece tudo o que aprendeu...
Ela vai esquecer, vai fazer virar só lembrança boa, vai voltar a ter carinho (que nunca deixou de ter), vai entender que era pra ser e pra não ser, sei lá
Será?
Ela vai voltar a tratar você bem, e você vai fazer isso também, e vocês vão ser amigos e isso vai te fazer questionar: "Por que não deu certo?" e ai você vai lembrar que a gente faz cada uma, ou vai lembrar que foi por um bom motivo. E vai voltar a admirar e perceber que não existe sentimento maior que isso...a admiração.
Será?
Mas antes de chegar nisso, se lembre que...
Ela vai desabafar em todo canto, vai se desculpar com os amigos e prometer que na próxima encarnação vem ruim e Filha da Puta, porque nessa só sobrou vim sentimental e Filha da D.fulana mesmo.
Ela vai se dividir entre saudade, desejo e ódio..mas vai querer o seu bem, não importa com quem..
Ela vai voltar a ser ela e ficar feliz de ter passado por isso..porque ela sabe que toda dor é aprendizado, e que todo coração partido é pauta pra ela escrever.
E você vai ser isso, uma pauta, um texto, ou dois, gravados em qualquer folha de caderno, que um dia ela vai abrir e rir de tudo isso que escreveu.
Pq no fim essa história não é sobre você...é sobre ela...




segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Sobre saber o que não é pra você...

Não é pra mim solidão, bar cheio, casa vazia, apê sem varanda, segunda sem bom dia.
Não é pra mim qualquer mimi, qualquer confusão, eu até aprecio o estrago, suporto o mau tempo, mas não venha com caso mal acabado, com ligação perdida, com meio abraço.
Não é pra mim fingimento, meias verdades, meio carinho, beijo de canto, mentira pra cobrir dor, qualquer cara que chegue sem a intenção de amar, ainda assim querendo ganhar o meu amor.
Não é pra mim chocolate, pizza, palhaço, escorregador de metal no verão. Não é pra mim a falta de respeito, nem a de condição.
Não é pra mim rotina, gente metida, coxinha no busão.
Não é pra mim d.r., ouvir meu nome todo, briga ou reunião.
Não é pra mim o medo, a falta de certeza, a de culhão.
Não é pra mim você, nem nunca foi e em que cilada o destino me pôs, eu que achei que podia ser, acabei não sendo pra você, e mesmo assim a gente foi..que foi .....
e assim
Não é pra mim a tua risada, o teu abraço, o teu tesão
nem o teu bom dia, nem a minha casa vazia, pq você partiu e não pra sempre, mas devia ser. Devia ser pra logo pra não estender mais, devia ter sido ontem, que é pra facilitar. Nem devia ter começado, quando a gente sabe onde vai dar.
Não é pra mim o desapego, a desistência, o desamor, ou eu te expulsar...mas vai ser.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

A tal da guerra fria

É quase certo que alguma vez na vida você já ouviu de uma amiga ou amigo: Ai não seja tão sincera, é sempre bom fazer joguinho.
Eu já ouvi centenas de vezes e isso sempre deu um nó na minha cabeça, talvez porque o meu joguinho seja não fazer joguinhos. :/
Não sou do tipo que sabe dar gelo, se der gelo é ponto final, é tipo iceberg, afundou, pronto, tchau e bença. Não sei fazer charme, nem não falar oq tô sentindo, não sei brincar de ser frio, mesmo sendo uma pessoa bem racional. Talvez por essa racionalidade eu ache totalmente normal falar o que penso.
EU  NÃO SEI ONDE FOI PARAR A ESPONTANEIDADE DAS PESSOAS DO MUNDO!!!
Desde quando aquele beijo na bochecha no meio de uma conversa sem pé nem cabeça ficou proibido? Desde quando dar aquela espiadinha na pessoa dormindo se tornou um erro crucial? Desde quando frio na barriga virou um sinal de extremo perigo?
Ai me falaram esses dias do termo "guerra fria", aquela coisa de quando você tava no pré 1 e jogava areia no amiguinho quando estava gostando dele, acho que é algo do tipo. É você dar gelo para não se mostrar tão disponível, é você fingir não se importar mesmo quando tá se descabelando, é você demorar pra responder quando o cara te manda um "oi linda, tudo bom?". Se eu fosse me definir numa "guerra fria"certamente eu seria a fálida URSS, só que com um muro bem mais fácil de derrubar do que o da antiga Berlin.
Resumindo: eu sou tão espontânea que não sou o tipo de quase cara nenhum no mundo, desses acostumados com esse quebra cabeça complexo que se tornou o simples ato de sair com alguém.
Pensando nisso eu descobri que o melhor mesmo é sair de casa sem esperar nada do mundo nem de ninguém, não vou mudar (tive 27 anos para isso e não rolou), não vou deixar de falar quando gosto, nem quando não quero mais. Não vou me limitar a um ou dois abraços pq é a cóta permitida em não relacionamentos, pré relacionamentos, pegadas, seja lá como vocês queiram chamar. Não vou iludir e dar corda quando não aguento mais ouvir a voz da pessoa. Não vou deixar de ligar, mandar msgm quando eu ver que a nuvem tá com formato engraçado de pênis e acho que você também pode querer rir disso.
Acho, de verdade, que se as pessoas não tivessem perdido a tal espontaneidade o mundo seria tão mais simples (menos para os vendedores de livros de auto ajuda, esses estariam falidos).
Você não precisa de um texto na internet, ou um teste de revista pra saber quem te quer ou não. Você só descobre isso vivendo, sem joguinhos, se amarras sem guerra fria.