Sugeriram há um tempo atrás um assunto para o blog.
Uma amiga me mandou algo parecido com "Tha, estou broxa dos homens, como faz?".
Hoje eu finalmente resolvi escrever sobre, não que só agora eu estivesse "broxa" deles, mas agora achei que cairia bem.
Acho que as mulheres/meninas, de um modo geral voltaram a ter que idealizar com caras imaginários, parece que tudo que nos está sendo oferecido não vale a pena. De fato pagar nossas contas, ter peito para ir em um bom restaurante sozinha, ir ao cinema sozinha quando der vontade, entre outras coisas mais intimas que descobrimos, sim, que sozinhas é até melhor.Tudo isso nos fez exigir mais, mas os nossos surtos de carência, nossa aceitação por relacionamentos tortos e abertos, fez com que os homens se esforçassem menos.
As nossas semelhanças incríveis com o cara dos sonhos, faz ele nos escolher como melhores amigas e acabar ficando com a moçoila sem sal que encara tudo á moda antiga.
Eles não estão totalmente certos, mas vamos aceitar que também não estão totalmente errados.
O dia dos namorados está chegando, diferente do que acontecia há alguns anos atrás, eu não sinto a menor vontade de estar com ninguém, parece que todo homem que eu olho não seria capaz de sequer me fazer cócegas.(ambiguidade das cócegas)
Eu não consigo me imaginar fazendo guerra de gelatina com ninguém, ou dormindo de conchinha, ou todas as cenas patéticamente necessárias que uma libriana típica como eu consegue imaginar quando está aberta para gostar.
Algumas vezes até vejo graça em um ou outro, que em menos de um mês consegue afundar qualquer chance de estigar minha imaginação para situações românticas.
aquele frio na barriga, aquele arrepio, aquele suspiro, aquela boca seca, a tontura, a mão trêmula, nada disso acontece mais.
Eu tô broxa. Tô broxa mesmo. Eu tô num quarto fechado no meio do apocalipse, com um cara gato herói do lado, uma bala na glock e um Zombie. E, oi? Eu escolhi atirar no gato.
Resolvi aceitar que essa situação exige mais que querer para ser modificada, talvez eu esteja broxa em vários aspectos da minha vida e isso reflita diretamente no quesito relação.
Enquanto nada muda, eu não mudo, o mundo não muda, as loiras gringas sem sal não mudam, os homens não mudam( e olha sem querer acabar com a esperança, nesse caso ai, tá dificil viu), eu vou tentando viver meio que devagar, sem apressar qualquer coisa, porque eu na verdade já meio que desisti de mim com os homens. Acho que é melhor gastar minha energia com trabalho, leituras, cinemas, academia, familia, essas coisas que dependem em porcentagem maior só de você mesma.
Não se desespere se um saco de pipoca te faz mais feliz do que uma noite de sexo com aquele buitão tão desejado. Isso é uma fase, eu diria que é a fase em que começamos a preferir a nós mesmas do que a eles.
Lembre de você, no colegial, chorando pelo mocinho que só queria a gotosona! Hoje isso não vai mais acontecer! O bunitinho foi trocado por uma conversa boa com as amigas.
A mocinha. boazuda sem sal vai dar no saco um dia, mas você, você vai ser sempre segura, direta, divertida e é você quem vai diexar aquela dívida no ar "Será que algum dia ela vai querer algo comigo?".
Vamos combinar né, essa fase de broxa te faz blasé, quase intocável, você finalmente tem o poder de falar não pra Deus e o mundo, sem chegar em casa e se arrepender.
Eu tô num mar cheio de sardinha com equipamento profissa pra pescar, mas vou ficar curtindo o sol enquanto o salmão não aparece.
To broxa e com orgulho. O único problema é que ainda não inventaram viagra feminino.
Traduzindo a fábula da princesa, se quisesse sapo taria no bréjo. E como dizem a vaca vai po bréjo, péssimo lugar pra caçar homem amiga, lá ta cheio de concorrência. Fica na sua e curti a broxada,mas sem a velha desculpa de "Isso nunca me aconteceu antes!" ok?