Talvez eu tenha acidentalmente passado a impressão de que vá escrever uma fábula, do tipo "a cigarra e a formiga" e decorar o fim com uma bela moral cheia de cagação de regra, mas não (talvez a parte da cagação de regra que assumo que já é de praxe) é só um texto qualquer.
Vou falar de aceitação, mas onde entra o amor?
O amor é a forma mais pura de aceitação que tem, é ele que você sente imediatamente quando se aceita como é, é ele que as pessoas sentem por você quando te aceitam como você é, é ele que os medrosos sentem quando criam coragem.
O amor é uma junção de vários sentimentos que quando separados ainda são eles, mas só são amor quando estão juntos (e sim, agora tô falando do amor romântico, principalmente).
O amor é a junção da admiração, da amizade, com o gostar, com o aceitar, com o querer, com o pensar, com o enfrentar, com o aturar, com o cuidar, com o tesão (ahhh o tesão, no caso romântico da coisa né) e com o sofrer(precisamos aceitar o sofrer).
Ah o sofrer. O sofrer é o chicote da vida. É a imprevisibilidade de todas as coisas, é você nao saber o que vem depois, é a bola de neve que se forma com problema pequenos, que juntos não te deixam dormir. É o não saber quando as coisas vão se ajeitar, é o não saber se ainda sente o que já sentiu, o não saber o que se quer, é o não fazer ideia de quanto tempo vai levar.
Ah o tempo, quanto sofre esse rapaz, o tempo é a minoria das coisas, é aquele que sabe bem o que é não ser respeitado. A dificuldade que nós temos de aceitar o tempo certo para as coisas (aceitação, mais uma vez). A gente pensa no plano, no resultado que buscamos, pensamos na conquista, no que precisamos fazer para chegar lá, mas nunca calculamos o esperar. O tempo é uma criança frágil tentando aprender a andar, não dá pra exigir que ele faça pra já, da pra exigir que ele cure o ralado do joelho da noite pro dia e não dá pra ser duro com ele. Não da pra fazer o tempo mudar e assim mudar a maré, levando aquele teu barco à deriva, sem remo, pra ilha que você quer chegar. O tempo é um cafajeste sincero e cara de pau que vive tentando flertar com a senhora santa paciência. O tempo é o definidor de uma boa colheita.
Ah e a colheita? A colheita é o gozo (sim, você leu certo), aquele ápice de prazer que você tem depois de tanto suar. É o que você merecer, você amou, sofreu, esperou e agora nada mais justo do que ver o fruto disso. A colheita é o superar, é o esquecer, é o amar mais uma vez, é o ganhar, é o perder, perder o medo, a dor, perder os preconceitos. Ela é o prazer final, aquele que você sente chegando aos poucos, aquele alívio ofegante que te faz relaxar e se jogar na cama. A colheita nem sempre é o que você achou que de fato merecia, mas o que você precisa. Você flertou, foi paciente, sofreu, encantou, teve dúvidas e foi recompensado com o beijo mais doce e apaixonado, que é conseguir o que deseja, aquilo que te dá a paz na alma, que arranca teu sorriso, que te faz querer cantar. Como é doce a colheita.
As vezes a gente precisa separar as palavras para que elas façam sentido juntas, as vezes a gente precisa se afastar das coisas pra ver como a gente precisa delas, ou como nunca precisamos delas. Em alguns momentos é necessário ver de longe, pra querer ter perto, ou ver mais longe ainda, pra perceber que era só acomodação e medo de recomeçar esse ciclo de vida que é o amor, o chicote, o tempo a colheita e o amor, o chicote, o tempo e a colheita....
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Manifesto dos amores que não aconteceram
Mais que um manifesto, um brinde a todos os amores que podiam ter acontecido, mas por erro ou descuido nem chegaram a ser coisa alguma...
Por todas as vezes em que eles se esbarraram no metrô e não tiveram coragem de conversar;
Por todas as vezes que ele pensou em ligar, mas achou que iria parecer desesperado e todas as vezes que ela pensou em ligar, mas as amigas disseram que homens não gostam disso;
Por todas as vezes que por conveniência ele namorava outra e você trabalhava demais;
Por todos aqueles momentos de silêncio em que os dois não queriam dar na cara que o que mais queriam era se afogar nas palavras um do outro;
Por todas as vezes que ela pensou em mandar mensagem, mas viu que a última tinha sido visualizada sem resposta;
Por todas as vezes em que ele viu e não respondeu para parecer que tava tranquilo e não parecer super interessado;
Por todas as noites em que ela se jogou nos braços de outro, porque quem ela queria mesmo, não parecia possível;
Por todas as vezes em que eles trocaram olhares, mas preferiram não se olhar por dentro;
Por todas as vezes que ela fingiu não querer, para ver se assim ele iria querer mais;
Por todos os amigos com conselhos errados e por todos os estereótipos que acabam afastando as pessoas;
Por todas as horas de conversas e risadas que não passaram de conversas e risadas;
Por todas as vezes em que ela se tocou sozinha, querendo que fosse ele, mas não foi;
Por todas as vezes que ele passou em frente a sua casa e não tocou a campainha;
Por todos os bilhetes escritos e não enviados, por todos os flertes em bares não finalizados, por todas as vezes em que um dos dois esteve com a pessoa errada;
Por todos os dias em que ela não botou fé nele porque já não tava botando fé em cara nenhum;
Por todas as vezes em que algum "ele" gostou, mas achou que ela não era para ser levada a sério;
Por todas as noites em que o vinho pareceu ser uma companhia mais segura;
Por todas as fotos que eles admiraram, mas nunca conseguiram elogiar;
Por todas as músicas que não foram dedicadas;
E por todos os romances desperdiçados por excesso de opção;
Um manifesto por todos os amores que podiam ter sido e simplesmente não foram, talvez possam ser um dia, ou nunca serão...
Porque as vezes é mais fácil não levar adiante qualquer coisa que possa nos tirar da nossa zona de conforto, um manifesto por aqueles que assumem a solidão como uma opção por puro medo de tentar.
Um brinde á vida de todos aqueles que por medo de amar deixaram a vida passar...
sexta-feira, 20 de março de 2015
Essa era de gente rasa que nem pires.
Eu sou uma grande fã de Bauman (é, isso é um péssimo começo de texto) Mas, assim, pra quem não sabe, esse velhinho de nome estranho é um puta de um cara que escreve pra um caralho e traduz muitos das coisas que eu penso sobre o mundo, mas não consigo por pra fora.
Depois dos últimos dias eu voltei a ler muito Bauman e descobri que eu devia lembrar mais dele antes de conhecer pessoas.
Para quem não sabe, também, esse senhor explica a era líquida, essa coisa que a gente vive hoje em dia de tudo ser imediato, desvalorizado, das pessoas serem tratadas como coisas, do amor ser banalizado e constantemente confundido com acomodação ou desejo.
Mas uma coisa que não achei em nenhum livro dele, foi a explicação do por que as pessoas fingem tanto?
Que tá todo mundo tão profundo quanto um pires, isso eu já tô meio que conformada, mas que as pessoas precisem fingir serem diferentes disso pra atrair a atenção das que conseguiram não cair nesse mundo de falta de consideração, isso já me assusta um pouco.
Faz as contas ai no seu caderninho: Quantas pessoas você conheceu no último ano que se mostraram super interessadas em ter conversas profundas, te conhecer melhor, falar sobre planos, o mundo, filosofia, música, mudar o mundo e em duas semanas simplesmente desapareceram da sua vida sem nem questão de dar tchau? Quantos "melhores amigos" você fez no bar, na rua, no banheiro depois de descobrir mil coisas em comum, de marcar tantos programas e planos e como quem aplica a bomba ninja, foi aquele interessizinho que a pessoa tinha no seu melhor amigo(a) sumir, que ela/ele sumiu junto?
Quantas vezes você se viu ajudando gente sem querer nada em troca, a pessoa se mostrar super agradecida, mas na primeira chance fingir, que nunca te conheceu?
É isso que me assusta. Gente que respeito e que já viveu muito nesse mundão de meu Deus, sempre me ensinou que se vc entrar na vida de alguém mude algo, deixe algo positivo, trate bem, não USE as pessoas.
As pessoas não são descartáveis, isso é uma lição tão básica na vida, que eu me sinto até uma imbecil de estar falando.
Claro, que cada um tem seu tempo e as vezes pessoas se afastam num fluxo natural da vida, mas afastar e sumir, afastar e jogar fora são coisas totalmente diferentes. Quem se afasta por bem, sempre volta e tá ali como um apoio quando você precisar e vice e versa.
Não desgaste quem já te quis bem, não faça feridas em quem só queria te ver feliz, mesmo que por uns momentos. Você nunca sabe a marca que deixa nas pessoas, mas se esforce para que sejam marcas boas.
Não espere cansar alguém, para sentir falta e tentar consertar as coisas com aquele clássico "E ai, tudo bem? Quanto tempo. Lembrei de você.".
Tenha coragem de sempre colocar seus pontos, os certos e os errados, os de aparecimentos e os de sumiço, seja sincero para poder sempre ser uma boa lembrança, de amigo, de colega de trabalho, de amor, de desejo ou seja lá de qual relação você estiver.
Quando a gente descarta sempre dá margem pra um outro alguém ficar se remoendo atrás de algo errado que tenha feito. Do outro lado da moeda achar que te espantou, caçar erros em si, quando na verdade só não serviu, aconteceu. É isso? Então, joga a real. Não transfira a culpa e as vezes ninguém tem culpa, ás vezes aquela pessoa nem era tão seu tipo de amiga assim, ou o tipo de cara que você curte transar, ou do tipo que te encanta quando tá dormindo, as vezes aquele amigo que você entrevistou não serve para trampar com você, e é só falar. Talk is cheap, my darling (tava escutando agora e achei que cabia rs)
Se a vida é líquida, eu gosto de gente sólida, que valoriza a segurança de ter gente do bem do seu lado, que preserva isso, mas que ao mesmo tempo ame ser livre e entenda que quando a gente realmente se sente conectado a alguém não precisamos pisar em ovos.
Não aceite poças de água, enquanto ainda existe gente que é rio, que é mar...que sabe amar.
Do mais, eu nunca gostei de usar pires, mesmo, acho uma puta frescura.
Depois dos últimos dias eu voltei a ler muito Bauman e descobri que eu devia lembrar mais dele antes de conhecer pessoas.
Para quem não sabe, também, esse senhor explica a era líquida, essa coisa que a gente vive hoje em dia de tudo ser imediato, desvalorizado, das pessoas serem tratadas como coisas, do amor ser banalizado e constantemente confundido com acomodação ou desejo.
Mas uma coisa que não achei em nenhum livro dele, foi a explicação do por que as pessoas fingem tanto?
Que tá todo mundo tão profundo quanto um pires, isso eu já tô meio que conformada, mas que as pessoas precisem fingir serem diferentes disso pra atrair a atenção das que conseguiram não cair nesse mundo de falta de consideração, isso já me assusta um pouco.
Faz as contas ai no seu caderninho: Quantas pessoas você conheceu no último ano que se mostraram super interessadas em ter conversas profundas, te conhecer melhor, falar sobre planos, o mundo, filosofia, música, mudar o mundo e em duas semanas simplesmente desapareceram da sua vida sem nem questão de dar tchau? Quantos "melhores amigos" você fez no bar, na rua, no banheiro depois de descobrir mil coisas em comum, de marcar tantos programas e planos e como quem aplica a bomba ninja, foi aquele interessizinho que a pessoa tinha no seu melhor amigo(a) sumir, que ela/ele sumiu junto?
Quantas vezes você se viu ajudando gente sem querer nada em troca, a pessoa se mostrar super agradecida, mas na primeira chance fingir, que nunca te conheceu?
É isso que me assusta. Gente que respeito e que já viveu muito nesse mundão de meu Deus, sempre me ensinou que se vc entrar na vida de alguém mude algo, deixe algo positivo, trate bem, não USE as pessoas.
As pessoas não são descartáveis, isso é uma lição tão básica na vida, que eu me sinto até uma imbecil de estar falando.
Claro, que cada um tem seu tempo e as vezes pessoas se afastam num fluxo natural da vida, mas afastar e sumir, afastar e jogar fora são coisas totalmente diferentes. Quem se afasta por bem, sempre volta e tá ali como um apoio quando você precisar e vice e versa.
Não desgaste quem já te quis bem, não faça feridas em quem só queria te ver feliz, mesmo que por uns momentos. Você nunca sabe a marca que deixa nas pessoas, mas se esforce para que sejam marcas boas.
Não espere cansar alguém, para sentir falta e tentar consertar as coisas com aquele clássico "E ai, tudo bem? Quanto tempo. Lembrei de você.".
Tenha coragem de sempre colocar seus pontos, os certos e os errados, os de aparecimentos e os de sumiço, seja sincero para poder sempre ser uma boa lembrança, de amigo, de colega de trabalho, de amor, de desejo ou seja lá de qual relação você estiver.
Quando a gente descarta sempre dá margem pra um outro alguém ficar se remoendo atrás de algo errado que tenha feito. Do outro lado da moeda achar que te espantou, caçar erros em si, quando na verdade só não serviu, aconteceu. É isso? Então, joga a real. Não transfira a culpa e as vezes ninguém tem culpa, ás vezes aquela pessoa nem era tão seu tipo de amiga assim, ou o tipo de cara que você curte transar, ou do tipo que te encanta quando tá dormindo, as vezes aquele amigo que você entrevistou não serve para trampar com você, e é só falar. Talk is cheap, my darling (tava escutando agora e achei que cabia rs)
Se a vida é líquida, eu gosto de gente sólida, que valoriza a segurança de ter gente do bem do seu lado, que preserva isso, mas que ao mesmo tempo ame ser livre e entenda que quando a gente realmente se sente conectado a alguém não precisamos pisar em ovos.
Não aceite poças de água, enquanto ainda existe gente que é rio, que é mar...que sabe amar.
Do mais, eu nunca gostei de usar pires, mesmo, acho uma puta frescura.
quarta-feira, 18 de março de 2015
Primeiros passos
Eu gosto do meu cabelo bagunçado, assim como gosto da minha vida.
Não sou adepta de perfeccionismos visíveis (ps: eu sei que não tem plural, mas coloquei usando de licença poética). Eu gosto do estrago, do erro, de mudar mudar de ideia, de não ter medo de ser julgado, de falar o que eu sinto, de chamar pra sair, de abraçar sem motivo, de pular muros, de rir...sem ter que pensar sempre no que as coisas podem dar.
A única coisa que me preocupa mesmo é magoar pessoas que quero bem, ou que já quis mesmo que por 5 minutos de vida, ou até mesmo algumas que mal conheço, gosto de viver sem meus limites, mas sempre respeitando o limite do outro.
Bom, por que eu falei tudo isso? De uns tempos pra cá eu vejo o mundo me desmotivando, penso em mudar, em sair, em conhecer lugares e pessoas, meio que pra renovar meu estoque do que eu já acho que sei e principalmente de perguntas a respeito de tudo o que eu não sei.
Não se trata de fugir, mas de dar um passo para se conhecer melhor.
As vezes a gente precisa terminar com a gente, pra começar a se apaixonar por um outro de nós mesmos.
É bom saber que podemos ser "felizes" onde já estamos acomodados, mas o melhor é saber que podemos ter vários outros lugares no mundo que possam trazer paz e harmonia na alma.
Quantas vezes a gente já não tentou se encaixar em lugares ou em vidas que não têm espaço pra gente?
E é isso que não quero mais, tentar me apertar, me diminuir de tamanho, me dobrar em várias pra simplesmente tentar ficar bem em um lugar que não é meu, que não foi feito pra mim. Claro, há quem diga que quando você está bem, qualquer lugar é bom, mas acho que é mais questão de se respeitar, de saber que se trata muito mais do que você necessita, e não do que você deseja.
É uma jornada longa até conseguir ser justo e se entender a ponto de saber que o que você quer tanto, não é de fato o que te faz bem, é passar por cima de muito egoísmo, e não em relação aos outros, egoísmo em relação a sua cabeça e o seu coração.
Existe um caminho enorme pra buscar essa calma na alma e a partir dai ver tudo fluir, ver pessoas melhores se aproximando, ver oportunidades simples, que não causam dor de cabeça, batendo na sua porta.
Dá medo? Pra caralho, mas se pensar demais ninguém sai do lugar.
Tenho muitas certezas pra serem quebradas, muitas dúvidas que talvez eu nunca consiga responder, muitas dores que preciso curar, muita auto-estima pra trabalhar e muito orgulho pra esquecer, e isso é só o começo da jornada.
Quem topa ir comigo?
Não sou adepta de perfeccionismos visíveis (ps: eu sei que não tem plural, mas coloquei usando de licença poética). Eu gosto do estrago, do erro, de mudar mudar de ideia, de não ter medo de ser julgado, de falar o que eu sinto, de chamar pra sair, de abraçar sem motivo, de pular muros, de rir...sem ter que pensar sempre no que as coisas podem dar.
A única coisa que me preocupa mesmo é magoar pessoas que quero bem, ou que já quis mesmo que por 5 minutos de vida, ou até mesmo algumas que mal conheço, gosto de viver sem meus limites, mas sempre respeitando o limite do outro.
Bom, por que eu falei tudo isso? De uns tempos pra cá eu vejo o mundo me desmotivando, penso em mudar, em sair, em conhecer lugares e pessoas, meio que pra renovar meu estoque do que eu já acho que sei e principalmente de perguntas a respeito de tudo o que eu não sei.
Não se trata de fugir, mas de dar um passo para se conhecer melhor.
As vezes a gente precisa terminar com a gente, pra começar a se apaixonar por um outro de nós mesmos.
É bom saber que podemos ser "felizes" onde já estamos acomodados, mas o melhor é saber que podemos ter vários outros lugares no mundo que possam trazer paz e harmonia na alma.
Quantas vezes a gente já não tentou se encaixar em lugares ou em vidas que não têm espaço pra gente?
E é isso que não quero mais, tentar me apertar, me diminuir de tamanho, me dobrar em várias pra simplesmente tentar ficar bem em um lugar que não é meu, que não foi feito pra mim. Claro, há quem diga que quando você está bem, qualquer lugar é bom, mas acho que é mais questão de se respeitar, de saber que se trata muito mais do que você necessita, e não do que você deseja.
É uma jornada longa até conseguir ser justo e se entender a ponto de saber que o que você quer tanto, não é de fato o que te faz bem, é passar por cima de muito egoísmo, e não em relação aos outros, egoísmo em relação a sua cabeça e o seu coração.
Existe um caminho enorme pra buscar essa calma na alma e a partir dai ver tudo fluir, ver pessoas melhores se aproximando, ver oportunidades simples, que não causam dor de cabeça, batendo na sua porta.
Dá medo? Pra caralho, mas se pensar demais ninguém sai do lugar.
Tenho muitas certezas pra serem quebradas, muitas dúvidas que talvez eu nunca consiga responder, muitas dores que preciso curar, muita auto-estima pra trabalhar e muito orgulho pra esquecer, e isso é só o começo da jornada.
Quem topa ir comigo?
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
O tal ponto final.
Chega uma fase em que parece que nossa vida virou um campo de guerra, tudo é estresse, briga e dor, mas não precisa ser assim, por isso é importante o "ponto final". Não vá achando que ponto final é quando você termina com alguém, ou muda de apartamento, de emprego, ou fica sem falar com o melhor amigo, esse ponto final do qual eu me refiro é muito mais sutil e eficaz.
Pensa só nas pessoas e coisas que você dedica seu tempo hoje em dia, reveja, repense quais delas te fazem ficar em paz? Quantas delas atacam sua gastrite, te tiram o sono e te colocam sempre tentando resolver conflito?
Quantas vezes você já não disse "basta", mas a situação ficou ali martelando na sua cabeça, machucando o coração, sufocando suas ideias?
Pois é ai que entra o PONTO FINAL, ele é aquele momento que você resolve mudar suas conversas, escolher um livro para ler, ou uma música sem sentido para ouvir toda vez que alguém que já passou pela fase do basta aparece na sua cabeça, ele é aquele momento em que você faz uma peneira do que realmente tá te fazendo bem e do que está te fazendo mal. Desde o objeto ocupando espaço na sua escrivaninha, até aquele quadro que não combina com sua sala, ele é aquela cortina florida que você coloca no lugar da blackout, ele é aquele amigo que você sempre vai amar, mas por enquanto precisa ficar longe, ele é aquela viagem de final de semana que você faz para colocar o pé na areia e deixar o celular desligado.
O ponto final tá muito além de você prometer para os seus amigos que acabou...mesmo, muito além de você separar as roupas para doar e tentar achar um novo emprego. Ás vezes você continua no mesmo emprego, mas adota uma postura diferente, talvez decida reclamar menos, se distrair menos, ter mais ideias, buscar mais referências, ficar mais na sua, talvez você não precise mudar de apartamento, mas mudar a decoração, colocar mais flores, mais pimenta, mais sal grosso e mais amor em tudo o que leva pra sua casa. Talvez você não precise de novos amigos, mas se distanciar de alguns que só te fazem bem quando vc já está bem e retomar aqueles que te trazem paz interior, talvez você não precise se apaixonar, mas entender que sozinha e de coração limpo, você consegue por fim no rancor, na discrença, na dor e possa se sentir bem em qualquer lugar, estando qualquer pessoa lá ou não. Talvez você não precise de tantas roupas novas, ou sapatos, ou um cabelo novo, você só precisa de um corpo saudável, ler mais livros, rir mais de si mesmo, ouvir mais e falar menos.
O Ponto Final é o momento em que você pensa somente em você, mas sem fazer mal pra ninguém, é um lugar onde você se vê em paz, é a hora em que você se reinventa e tenta manter só o melhor de si. As coisas vão mal, eu sei, mas deixa eu te contar uma coisa: a culpa não é dos outros, é sua e da sua maneira de pensar! Então para de brigar com o mundo, para de cobrar tanto de si e viva seu ponto final, apague conversas, contatos de telefones, fotos, responda menos, esteja menos disponível, reflita mais, respire, doe-se à quem merecer, mas não ao ponto de se anular...seja feliz.
E no fim você vai ver que o tal ponto final é só o começo de tudo.
Pensa só nas pessoas e coisas que você dedica seu tempo hoje em dia, reveja, repense quais delas te fazem ficar em paz? Quantas delas atacam sua gastrite, te tiram o sono e te colocam sempre tentando resolver conflito?
Quantas vezes você já não disse "basta", mas a situação ficou ali martelando na sua cabeça, machucando o coração, sufocando suas ideias?
Pois é ai que entra o PONTO FINAL, ele é aquele momento que você resolve mudar suas conversas, escolher um livro para ler, ou uma música sem sentido para ouvir toda vez que alguém que já passou pela fase do basta aparece na sua cabeça, ele é aquele momento em que você faz uma peneira do que realmente tá te fazendo bem e do que está te fazendo mal. Desde o objeto ocupando espaço na sua escrivaninha, até aquele quadro que não combina com sua sala, ele é aquela cortina florida que você coloca no lugar da blackout, ele é aquele amigo que você sempre vai amar, mas por enquanto precisa ficar longe, ele é aquela viagem de final de semana que você faz para colocar o pé na areia e deixar o celular desligado.
O ponto final tá muito além de você prometer para os seus amigos que acabou...mesmo, muito além de você separar as roupas para doar e tentar achar um novo emprego. Ás vezes você continua no mesmo emprego, mas adota uma postura diferente, talvez decida reclamar menos, se distrair menos, ter mais ideias, buscar mais referências, ficar mais na sua, talvez você não precise mudar de apartamento, mas mudar a decoração, colocar mais flores, mais pimenta, mais sal grosso e mais amor em tudo o que leva pra sua casa. Talvez você não precise de novos amigos, mas se distanciar de alguns que só te fazem bem quando vc já está bem e retomar aqueles que te trazem paz interior, talvez você não precise se apaixonar, mas entender que sozinha e de coração limpo, você consegue por fim no rancor, na discrença, na dor e possa se sentir bem em qualquer lugar, estando qualquer pessoa lá ou não. Talvez você não precise de tantas roupas novas, ou sapatos, ou um cabelo novo, você só precisa de um corpo saudável, ler mais livros, rir mais de si mesmo, ouvir mais e falar menos.
O Ponto Final é o momento em que você pensa somente em você, mas sem fazer mal pra ninguém, é um lugar onde você se vê em paz, é a hora em que você se reinventa e tenta manter só o melhor de si. As coisas vão mal, eu sei, mas deixa eu te contar uma coisa: a culpa não é dos outros, é sua e da sua maneira de pensar! Então para de brigar com o mundo, para de cobrar tanto de si e viva seu ponto final, apague conversas, contatos de telefones, fotos, responda menos, esteja menos disponível, reflita mais, respire, doe-se à quem merecer, mas não ao ponto de se anular...seja feliz.
E no fim você vai ver que o tal ponto final é só o começo de tudo.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Só me faz um favor? Vai viver!
Vai viver! De todas as coisas que eu podia te falar nesse momento, só o que sai é isso: Vai viver.
Chega de tipo, de roupa certa, de pose pensada, de foto montada, de frases perfeitas, chega de confusão, de luta, de amarra, de parar pra pensar no que os outros vão pensar.
Deixa disso, dessa coisa de buscar aprovação, de tentar agradar, de querer que tudo seja certo e pontuado com status pré definido. O status nada mais é do que como você está agora, daqui 10 segundos pode mudar tudo e você não precisa se prender ao como achou que estivesse.
Vai viver, ser você mesmo, buscar mais, ser mais, mais você, mais bobo, mais perguntador, mais descobridor, tmais livre, menos preocupado com o amanhã.
Tenha menos certezas.
Deixa de tentar achar a pessoa certa todo dia, deixa de se firmar todo mês, para com essa coisa de tentar sempre provar o que você é e mentir pra si mesmo que tá fazendo o certo.
Se você soubesse o quanto cê brilha quando não tenta ser nada, o quanto a sua espontanedade te deixa apaixonante. O quanto você "tacando o foda-se" atrai muito mais amor.
Se você soubesse os motivos reais das pessoas reais gostarem de você. Ai se você soubesse que até as coisas mais ridículas que você fazia quando pensava que ninguém tava olhando te deixavam mil vezes mais atraente.
Se você me visse olhando você quando ninguém mais queria olhar pra você.
Vai viver, nego, você fica tão mais bonito vivendo. E no final essa coisa toda de pele, química, física, vire literatura, um poema de linhas tortas sem ponto final.
Vai buscar ser feliz por você e não pelos outros. E ser feliz tem muito mais a ver com liberdade do que com cobrança.
Quem te quer bem não tá na internet, não demonstra dando like, quem te quer bem quer você do lado, amanhecido, gordo ou magro, alegre ou rabugento.
Para de fingir, para de querer ser, você já é tanta coisa e tanta coisa boa, deixa as pessoas descobrirem.
Vai viver...e não sei se já falei, mas você fica tão mais lindo vivendo.
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