quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ou EU ou o IPHONE

Meu Deus, porque diabos criaram essa merda de IPHONE?
Um aparelho irritante, cheio de aplicativos inúteis que distância as pessoas.
Acho que tenho que fazer uma pequena correção: Quem diabo, inventou internet para celular?
Vou explicar minha ira conta esses pequenos parelhos insuportáveis
Há um tempo atrás fui a uma festinha de criança e tinha um casal apaixonado trocando mensagens via IPHONE, juro um do lado do outro trocando recadinhos via celular, depois eles se olhavam davam uma risadinha e um selinho. Eu pensei o quanto aquilo era deprimente, imaginei que provavelmente eles haviam se conhecido via Orkut, marcado de se encontrar, ele seqüestrou a menina por um ano, ela teve síndrome de Estocolmo e hoje eles são um casal feliz que se comunicam somente via internet.
Comecei a reparar que esse mal da comunicação desenfreada via meios não verbais estava cada vez mais próxima do meu ciclo social.
Um dia no bar d faculdade, uma amiga minha se dividia entre prestar atenção no que as pessoas falavam na roda e quase que no mesmo instante ela twittava algo que havia acabo de ser comentado ou acontecido.
Não bastassem minhas amigas o meu namorado criou uma espécie de doença viral chamada iphoneidiotite, ele passa horas mesmo quando está comigo, lá, no maldito IPHONE.
Eu acordo e digo: “Bom dia meu amor”, ele abra um olho e já pega o IPHONE para ver quem comentou no seu facebook.
Pior que um ataque de vampiros que vivem nos subsolos do mundo, pior que a liberação de um vírus que transforme todo mundo em Zombies! Essa febre dos celulares super ultras, dos iphones, myphones, ipod, mefodes, todas essas bugigangas que distanciam as pessoas e nos fazem acreditar que cada movimento seu ou cada boa frase de efeito, seja algo necessariamente bom para ir parar na internet, para ir pro mundo ou para as outras pessoas desconhecidas.
NÃO!
Você pode conversar normalmente, como os nossos pais, avós e todos os nossos antepassados faziam.
A situação é tão desesperadora que minha irmã quando acha algo engraçado, ao invés de gargalhar, me fala “risos”, isso mesmo, rs, risos, hahaha.
 Não vejo mais esperança nessa situação, esses dias mesmo, me peguei pensando em 140 caracteres, definitivamente acho que sofro no momento de IPHONEFOBIA.
Apesar de estar sobrevivendo bravamente a essa pandemia, creio que não agüentarei por mais muito tempo, espero que meu próximo texto ainda seja via PC, primeiramente rabiscado, depois Word e finalmente postado.






quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Designer publicitário x Redatora roteirista.

Bom, faz tempo que não passo por aqui.
Esse post vai ser quase que um desabafo as inversas.
Eu namoro um designer, pior que isso um publicitário designer.
Você ai que está achando isso legal, ou não entendeu a gravidade da situação eu vou explicar.
Um publicitário designer, ou designer publicitário geralmente trabalha em agência, não tem hora para chegar em casa, nunca, ou seja ele marca um jantar mas não aparece porque pintou um “job” de ultima hora.
Ele fica estressado porque nunca tem um tempo ocioso, nem para falar com você no MSN, o que faz parecer que ele te ignora.
Ele trabalha a semana toda sem parar e quando tem folga quer beber com os amigos. E você? Bem você chora com a cara no travesseiro oi faz um escândalo (mas ai estaria sendo injusta e bla bla bla).
A respeito do designer eu nem falo nada vide referência:
http://espaco.com/design/50-razoes-para-nao-casar-com-um-designer-grafico/
Para não me sentir a única a sofrer no namoro e ser sempre aquela que clama por atenção, eis que resolvi listar razões para não casar ou namorar uma redatora ou uma aspirante a tal.
Vão lá algumas 20 razões para não se envolver com uma redatora:

1º Ela sempre vai achar que está certa e vai inventar mil argumentos para provar isso mesmo estando errada;
2º Ela vai querer discutir subjetivamente todas as crises somente para usar frases que ela ficou o dia todo criando;
3º Ela vai criar crises só para gerar discussão;
4º vai corrigir seu português mesmo o dela estando errado, com a justificativa de que ela tem liberdade poética;
5º Vai citar escritores que você nunca ouviu falar além de inventar alguns também só por diversão;
6º Vai criar mil fatos imagináveis e esquecer que não são reais e contar para você como se de fato tivessem acontecido;
7º Vai falar sobre você no blog dela e em qualquer coisa que ela escrever;
8º Vai criticar todos os comerciais de TV enquanto você assiste futebol;
9º Vai falar mal da novela, mas vai assistir com a desculpa de que é laboratório;
10º Ela sempre vai fazer um drama, chorar, se arrastar na parede porque drama para ela é legal;
11º Ela sempre tem um discurso pronto e não admite interrupções;
12º Todas as brigas estão escancaradas em suas redes sociais, já que melhor que te xingar no telefone é escrever frases de efeito no facebook;
13º Ela consegue inventar mentiras e desculpas com uma facilidade incrível;
14º Assim como escrever ela vai falar o que vem na cabeça, causando constrangimento na frente dos seus amigos;
15º Ela sempre vai falar de sexo em qualquer lugar vangloriando a liberdade conquistada pelas mulheres que queimaram sutien;
16º vai beber qualquer coisa alcoólica com a desculpa de que é inspiração;
17º Viverá sempre em TPM com a desculpa de que TPM também é inspiração;
18º Não vai responder seus emails e mensagens em menos de 140 caracteres;
19º reclamará de crises de solidão, mas for escrever vai reclamar que precisa ficar sozinha;
20º E por fim, ela vai retomar o costume de suas namoradinhas do colégio, sempre te enviando cartinhas e bilhetes que você nunca vai ter onde guardar.

PS: E ai de você se jogar fora.

Apesar de tudo todo mundo tem defeitos, mas precisa de carinho e não por nada?!
 Meu namorado tem muita sorte hahahhaha...
             E eu também.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mandares Tomares nos Culos

Em meio a eleições, inferno astral, contas atrasadas, dor de garganta, trabalhos da faculdade eu realmente acho que vou ficar louca.
Nesses tempos em que a gente acha que está tudo desabando, um gesto, uma música, um almoço com algum amigo que não via há tempos, qualquer bobagem pode melhorar o humor, aliviar as coisas... ou não.
No mesmo contexto de uma fase tensa, pode aparecer um infeliz falando um zilhão de bobagens, uma pessoa querendo perturbar a troco de nada, uma unha pode quebrar, a pia do banheiro pode entupir....
A questão é que merdas acontecem, comigo, com você, com a sua mãe, com sua amiga, com a pessoa que está sentada do seu lado agora. E a grande questão da vida é saber  como dar a descarga.
Um vai tomar no cu (não tem cu na correção do word haha) é sabiamente santo nessas horas, porém proibido pela regra da moral e dos bons costumes.Vocês precisam concordar que o “vai tomar no cu” é lindo, soa tão divino e especial, tão sensato e inteligente.Vão tomar todos em seus devidos cús, vizinha de cima que faz barulho, pessoa que consegue viver na bagunça, gorda que fala mal de mim, cachorro que mija na roda do meu carro, namorado que justifica meu stress em tpm, amiga mala que só liga para pedir algo emprestado ou para reclamar da vida. Vá tomar lindamente no meio do seu orifício oposto a cabeça, partidarista cego que tenta me convencer assim como uma testemunha de Jeová (nada contra) num domingo em que quero dormir até tarde. Tomares nos “culos” guardadores de carro que depois das três horas que perdi caçando uma vaga vocês chegam para cobrar como se tivessem feito algo para me ajudar e não eu não gosto que vocês indiquem com essas mãozinhas o quanto é para eu continuar dando ré ou não.
No cu também devem tomar professores sem noção, das faculdades, que pedem uma penca de trabalhos que não servirão de nada na minha formação acadêmica e ainda por cima não vão avaliar de forma justa o meu desempenho. No cu também, daqueles atendentes do serviço de celular que nunca sabem resolver meus problemas com telefonia e falam “vou estar encaminhando para meu superior senhora”,vocês devem achar que sou alguma idiota para acreditar nisso e a propósito, não é “estar encaminhando” mas sim, “vou encaminhar”. Parem de usar gerúndio sempre, pelo amor!
Se deliciem e se embriaguem dos cús pessoas que se “autotitulam” cults ou ecléticos, também as pessoas que usam a palavra “clichê” mesmo quando não faz sentido e você que sempre cita Nouvelle Vague!
No cu do porteiro folgado que mesmo no meio de uma puta chuva nunca está na portaria para abrir o portão, da empregada que ganha R$75,00 a diária e fica só 3 horas fingindo que limpa a minha casa. Bem no meio do cu daquela pessoa que adora falar que comprou seus pertencentes na gringa, da minha mãe por às vezes eu ter vontade, mas não poder mandá-la tomar no cu. Etc.( “by the way”, no cú de quem não sabe terminar um pensamente e usa etc).
A palavra CÚ devia ter dois assentos para enfatizar o uuuuu. Por incrível que pareça quanto mais você enfatiza o “ú” mais prazer dá, relaxa! Você caro amigo sentado de frente ao seu pc/mac, mentalize, (ou seu puder) grite um “VAI TOMAR NO CÚÚÚU”  bem falado, perceba o quanto isso te alegra e te diverte.
Quero deixar claro que o isso não vai resolver teus problemas, mas pelo menos evita o alguns males, exteriorizar suas frustrações te torna uma pessoa menos tensa evitando o desenvolvimento de muitas doenças.
Lembre-se, não use o cu à toa ou em discussões banais e anais. Aproveite os prazeres do cu e de servir bebidas variadas nele.
Sabe que eu olhei pela janela e vi que o dia até que está bonito. Viu só, é o poder do “mandares tomares nos culos”.


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Odiar é preciso, invejar não é preciso.


Você tem uma inimiga?
E vários?
E várias pessoas que te odeiam pelo simples fato de você existir, sem nunca ter falado com você, ou ter te dado um oi na vida?
Pois é, um dia eu perguntei o porquê pessoas que nem me conhecem e que nem eu conheço já falam mal de mim. Responderam-me que isso é um sinal de fama.
Se isso é fama o meu status de Zé ninguém pode ser fixo o resto da vida, por que eu descobri não ter a menor paciência para odiozinho dissimulado.
Vocês já pararam pra pensar quanto tempo uma pessoa perde fuçando na vida alheia até encontrar algo sobre o que ela possa falar mal?
Eu já perdi tempo com isso e você certamente já perdeu também.
O odiar e disseminar esse ódio, convencendo pessoas de que ele é valido e totalmente justo, até que uma legião de amigas fiéis ou inimigas comuns concordem com você, dai sim é o êxtase.
É de natureza feminina falar mal, invejar, odiar, meter o pau, desmoralizar, ver defeitos invisíveis, escandalizar, desejar coisas sobrenaturais e ainda fazer ameaças típicas de vilã de novela: “Ela vai pagar muito caro”, “Não sabe com quem tá brincando” e “Isso não vai ficar assim, não mesmo” e por ai vai.
Mas tudo tem seu limite.
Sabe aquela menina que te tira do sério, só de olhar o sangue já ferve, você lança varias indiretas no twitter, facebook, status do MSN, sua vontade era apontar o dedo na cara da safada, bater com a cabeça dela na parede. E o quanto ela é feia, ou gorda, ou não, a fulana é bela e com um corpo bonitinho até, mas é burra como uma porta. Ok, não se culpe, todas nós temos alguém assim na nossa vida. Alguém que nós odiamos com todas as forças. Às vezes por um motivo forte, às vezes por dor de cotovelo, às vezes por que a pessoa provocou (em todos os casos fica muito mais fácil se “A” odiada estiver muito acima do peso, vai por mim é muito mais divertido) e certamente agora já vieram no mínimo uns três nomes na sua cabeça.
Controlaremos nossos impulsos de competição fêmea no mundo e analisaremos o que é perdoável e o que não é.
1º caso: Você odeia porque ela é a atual do seu ex.
Avaliação: A menos que ela seja muito mal educada com você, não é nada justo o ódio e esse ai se confunde com inveja e inveja é feio.
2º caso: Ela é ex do seu atual.
Avaliação: A menos que ela não perceba que é ex, não pode também, todo mundo tem vida pré namoro, respeite isso.
3º caso: Ela mal te conhece, mas te xinga para o mundo só porque a amiga não gosta de você, ou ela era afim do teu bofe etc.
Avaliação: Justificado!Desce a lenha, gata.
4º caso: O Santo não bate.
Avaliação: Meio injusto, em alguns casos pode ser aquela invejinha não assumida ai não pode, mas se o santo não bate, deixe de ódio, simplesmente ignore.
Deu para notar que inveja não justifica raiva, muitas vezes não sabemos que invejamos, mas sabemos que odiamos.
E por ai vai... MANDE SEU ÓDIO PARA AVALIARMOS JUNTAS!
Até lá vou ficar aqui fuçando no twitter alheio para ver o que minhas arquiinimigas estão falando de mim e mais, o que eu posso falar delas. Muah Muaaah Muahh (risada maléfica).
Menina, falaram que eu faço a Egípcia... odeio quem fala que nem travéco.




sexta-feira, 17 de setembro de 2010

E A FESTA VAI PARA...

Sim fui á festa.
Aconteceram coisas comuns de festa. A realidade é que você sempre cria uma expectativa que falha.
Primeiro você enfrenta aquela fila para entrar, o acesso para a festa parecia o Metro na Estação Sé ás 18 horas. Você chega ao destino tão esperado e mentalizado, começa a olhar em volta na esperança dos rostos conhecidos.
Esse lance de encontrar conhecidos é um pé no saco, cara, não vá a uma festa a menos que tenha certeza que vai encontrar um mega amigo lá, ou já leve um companheiro (a) à tira colo.
Você encontra uma pessoa conversa uns 30 segundos “Oi como vai? Ah vou bem e você? Pô que legal quanto tempo né? Sim sim, nossa que sede vou lá pegar uma bebidinha! Ah vai lá a gente se vê, beijos.”
Acredite essa bebidinha é meia verdade, a pessoa não estava com sede nem você, nós criamos esse tipo de escapadela ridícula que é totalmente aceitável, naqueles momentos sem assunto. Você conhece a pessoa, sente um alivio ao ve-la, mas depois percebe não ter a menor afinidade, o rosto é familiar, mas só aquilo, você não sabe quem é a mãe o pai, onde estudou, no máximo com o que ela trabalha.
Agora você começa a perceber a dificuldade para pegar bebidas, filas, empurra empurra, em seguida o banheiro aaaaaaaaaah o banheiro, o paraíso caudaloso de todo beberrão. Prometo que um dia eu falarei exclusivamente de banheiros, por hoje vocês podem imaginar sozinhos, o que era o banheiro da festa.
Pessoas meio famosas, alpinistas sociais, garotas de procedência e tenência duvidosa.
Lá pelas 2 da matina você já se imagina na cama, de pijaminha, tomando chá quente, dai dá uma pestanejando se esforçando para cumprir seu papel de baladeira, tenta circular, joga uns sorrisos, resolve pegar mais um energético para dar aquele “up”. “Ahhh não! Acabou o energético, vocês só podem tá de brincadeira”.
Eis que o sono parece ouvir você reclamar e começa atravessar sua cabeça como se fosse uma furadeira. Um bocejo, dois, três, olha para um lado e vê uma meia dúzia de moçoilas que você definitivamente não está com a menor paciência de aturar, para outro e visualiza aquela sua colega “locaassaaa” querendo perder a linha na pixta.Sem falar o pessoal da firma trebado, vindo discutir situações cotidianas na esperança de desenvolver assunto.Depois de dez minutos o fulano já fala que sempre foi com a sua cara e que vocês serão bons amigos(ele sempre tem certeza disso “Cara, eu gotodivocê , a gente vai se amigo pa carai, tencertezadissu”).
Ok chega por hoje, eu percebo que estou no lugar errado, me desculpo com algumas pessoas justificando que tenho aula no dia seguinte (são três da manha, você acha mesmo que vou levantar as sete para ir à aula?! aham Cláudia senta lá), pego algo para comer mais uma água, saio despercebida.
Chegar a minha casa trás aquela alegria, então solto o pensamento de que não sou para isso, meu negócio é boteco e festa nunca mais.
Sou a primeira a chegar ao trabalho, após todo o quase pesadelo ainda sou obrigada a ver a galera só falar a respeito E EXUZAR AS REDES SOCIAS.
Restart que me desculpe, mas eu devia ter ganhado 5 prêmios ontem.
Mais paciente;
Maior bocejo de sono;
Maior dor no pé causada por salto;
Maior cagada por esquecer o celular no banheiro e conseguir encontrá-lo no mesmo lugar;
Maior preguiça do ano;
Nada contra festa, ou prêmio ou as bandas eu é que to velinha mesmo.
Agora me dá licença que vou tomar um chá e XINGAR MUITO NO TWITTER.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Hoje decidi ir a tal festa.
Vocês podem imaginar a loucura que está sendo a minha vida, não é mesmo?
Não sei a roupa.
Não fiz a unha.
Não marquei cabelo.
Sendo assim não escreverei nada hoje, não tenho cabeça para descrever quantos omeprazol ja tomei, quantos engovs, quantos mantras meditei e por ai vai.
A verdade é que ainda estou meio na dúvida entre:
Encher a cara ou apostar no bhoemia chic.
Me desejem sorte.
Beijos
Amanhã prometo que falarei algo quase útil.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O Karma da Pré-paração

Você sabe que tem uma festa, com um mês de antecedência!
Ótimo! Tenho tempo para comprar a roupa, a calcinha, marcar unha, cabelo, escolher o sapato, testar por uma semana pra ver se ele realmente é confortável, posso escolher a maquiagem etc etc, certo?
Errado!
Definitivamente, comigo, as coisas não funcionam dessa maneira e eu vou explicar o porquê .
Por exemplo, a roupa. Eu comprei o vestido, naquele momento em que provei, dividi em 5 vezes de parcelas gordurosas e fiz mil poses com ele no provador da loja, ele me pareceu o ideal não só o ideal, mas o VESTIDO PERFEITO.
Ai que tá, o problema é que para uma mulher não existe vestido perfeito que ela possa comprar. Um dia antes da tal festa eu já olho para o vestido com aquela cara de desgosto sabe?!Típica de quem queria jantar no rodízio japonês e teve que comer pão com queijo.
Como se já não bastasse à tristeza do vestido, o sapato já não combina com a bolsa como combinava antes. Mas o que diabos aconteceu para esse sapato que era vermelho tomate parecer tão vermelho sangue agora?Alguém me explica?( e é bem nessa hora que eu começo a criar teorias da conspiração e jogar a culpa em todo mundo)
“Só pode ter sido a fulana que usou escondido limpou com pano e álcool e mudou a cor do sapato” (e por ai as conclusões absurdas se seguem).
E como toda tragédia sem fim, você roeu toda a sua unha, olha para a mão do seu namorado e percebe que até a unha dele ta mais apresentável que a sua e não há manicure que concerte o cotoco que restou.
Na altura do campeonato, você fica entre poucas opções, desistir de ir com uma desculpa de que “eu nem queria ir mesmo”, ir de qualquer jeito e apostar num estilo despojado (que só você precisa saber que não foi proposital) definindo seu look como “bhoemia chic” ou tentar de qualquer forma, em um dia mudar totalmente a trajetória do fracasso.
Pois é colega, a vida não é fácil para mulheres, as librianas então nem se falem.
Meu conselho nessa hora é, vá à festa e “enche a cara” por que melhor do que ninguém se lembrar do seu desastre é você não lembrar. Outro conselho importante é: Não tente olhar muito as outras convidadas da festa esperando que alguém esteja pior que você. Porque no caso de não achar nenhuma (e acredita você não vai achar) isso vai te deprimir e você vai começar a se questionar: “Por que não tive a mesma idéia que ela?”
Faça o que eu digo e não faça o que eu faço!
Tenho uma festa para ir amanhã, meu vestido me desagrada, meu sapato não parece mais vermelho tomate e nesse exato momento to na fase do “Ai festa? To meio sossegada de toda essa interação social viu.”


terça-feira, 14 de setembro de 2010

O sonho do quarto próprio.

Como é meu primeiro, preciso segurar um pouco a onda e ser menos chata e efusiva.
A primeira vez tem sempre de ser delicada, o fraca....ops telefone.....
Bom como eu ia dizendo, se a primeira vez for muito ruim vai ser uma luta até convencer de que eu não sou um fracasso completo.
Meu nome é Thais, tenho 22 anos, o resto vocês vão descobrindo aos pouquinhos.
O meu primeiro quase desabafo tem a ver com meu quarto e a necessidade que eu sinto de ter um quarto que realmente pareça um quarto.
Você que dividia quarto com seu irmãozinho, irmãozão, prima, cachorro que seja sem dúvida você viveu o sonho do quarto próprio. O quarto próprio é aquele que você caga de medo de dormir no começo, mas que pelo menos pode cantar e dançar a vontade na frente do espelho, levar quem você quiser, bagunçar se você for capaz de agüentar.
Eu por muito tempo tive o quarto próprio como uma realidade, mas isso só até eu sair da casa dos meus pais.
Quando você dividi “ap” com aquela pessoa x que você não conhecia até ver o anuncio no site da “facul”. Você enfia a pessoa no seu quarto. O primeiro mês é lindo, o segundo “Ah, uma CALCINHA em cima da cama, poxa tá na cama dela mesmo”. O terceiro “Ah vou dormir na sala já que o seu namorado quer o quarto só para vocês, to ok”, no quarto, o quarto já virou o pior lugar para você estar, não por culpa da outra moradora, mas por culpa de que você só será feliz com o quarto próprio.
 Você começa a enxergar defeitos mínimos, ou coisas do tipo: “Meu, você acredita que ela dobra as blusas do avesso e não separa por cor, um absurdo”, ou “Gente não é possível que alguém ache normal dormir sem lençol na cama, é uma imundice, to passada”. E assim vai, uma reclamação absurda atrás da outra até que um belo dia você levanta de um lindo sonho em que você jogava todas as coisas da sua companheira de quarto – não - próprio, pela janela (se você é do tipo que sonha bem, na melhor das hipóteses você jogou ela também pela janela.) e então você cansa e grita e manda ela embora.
Quando você pensa que de fato alcançou a paz, chega o fim do mês e você tem que pagar tudo sozinha, você volta para o site da “facul”, entrevistas umas 6 candidatas, escolhe a que lhe parece mais agradável e volta ao pesadelo do quarto – não – próprio.
E já pensei eu mandar carta pro Gugu,Luciano Huck,Silvio Santos e esperar que um desses anjos da demagogia televisiva realizem meu sonho do quarto próprio e de quebra eu ganhe uma geladeira inverse(um dia eu conto o pq da geladeira).
Enfim, um dia eu escrevo a carta.
E esse é um fato na vida de uma universitária pobretona.