terça-feira, 26 de março de 2013

Afrodite, Cúpido e seu servicinho sujo..

Eu, como típica libriana, sempre brinquei de me apaixonar. Me apaixonava no ônibus, na rua, na chuva, na fazenda... Não entendia a seriedade da palavra paixão (e nem sei se entendo ainda), eu gostava por gostar, pelo simples fato de pensar em alguém e tornar a vida mais interessante. Caso não desse certo eu ficava mal um dia, no máximo uma semana e depois já partia para outra, ou para a farra.
Eu achava que estar apaixonada era você ver alguém, se encantar, talvez beijar a pessoa, sair com ela, qrer mto falar com ela, imaginar uma guerra de gelatina, longas caminhadas na praia, tomar uma bica, ficar chateada, falar que nunca mais vai querer ninguém, uma semana depois tudo voltava ao normal e você nem sentiria mais vontade de puxar assunto no facebook.
Nessas eu ficava brincando de estar apaixonada, como quem brinca de roleta russa.
Ocorre que uma hora Afrodite se emputece com essa história de eu fazer malabaris com a paixão, pular de galho em galho e rir da cara do cupido, resolve dar o troco.
Dai, se você é como eu, CUIDADO!

Porque pode levar anos, 18, 20, 25...e ai você começa a perder o sono, sentir frio na barriga, perder a fome, esquecer onde colocou as coisas, ter insônia, atualizar a página do seu facebook 20 vezes por dia, olhar toda hora no celular, fazer pedidos tolos quando vê a hora igual (tipo 11h11min), só por causa de uma pessoa.
Você começa a se perguntar pq a pessoa não te ligou, pq não estava no mesmo lugar que você, começa a pensar na roupa que vai usar pela manhã pq corre o risco (impossível) de encontrar com a tal pessoa. Se vê descontrolada e louca.
Beijar outras pessoa? Jamais
Quando sai com alguém para se distrair a única distração é falar dele.
E ai minha filha, ai danou-se, aí você entende que toda aquela diversão da guerra de gelatina era muita facilidade perto do que é paixão de veradade.
Uma hora acontece, comigo, com você, já aconteceu com a sua mãe e talvez nem tenha sido pelo seu pai.

Me disseram que dura só três meses, alguns cientistas até já pesquisaram sobre e confirmaram, mas como fazer isso passar sem mortos e feridos?

O que posso afirmar é que o calafrio quando você vê ou ouve falar da pessoa é muito bom, mas que todo o descontrole te deixa meio pirada.

Não sei se tem como evitar, nem se existi uma fórmula secreta para fazer dar certo, nem que toda essa fugacidade vai virar amor...

Se eu pudesse, andaria com uma placa "keep out, eu tenho uma paixão e posso usá-la!"

Se alguém já passou por isso e soube lidar, por favor evie o passo a passo, pq andar feito bêbada e sempre sentir o mundo girar parece um fardo muito grande.

E quando isso passar e vai passar, vou chamar Afrodite para uma reunião, uns bons drinks, embebedá-la e fazer o feitiço virar contra a feiticeira.

Até agora só fico mais calma pq na verdade, até onde eu sei nunca ninguém morreu de paixão, né?!


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