Sim fui á festa.
Aconteceram coisas comuns de festa. A realidade é que você sempre cria uma expectativa que falha.
Primeiro você enfrenta aquela fila para entrar, o acesso para a festa parecia o Metro na Estação Sé ás 18 horas. Você chega ao destino tão esperado e mentalizado, começa a olhar em volta na esperança dos rostos conhecidos.
Esse lance de encontrar conhecidos é um pé no saco, cara, não vá a uma festa a menos que tenha certeza que vai encontrar um mega amigo lá, ou já leve um companheiro (a) à tira colo.
Você encontra uma pessoa conversa uns 30 segundos “Oi como vai? Ah vou bem e você? Pô que legal quanto tempo né? Sim sim, nossa que sede vou lá pegar uma bebidinha! Ah vai lá a gente se vê, beijos.”
Acredite essa bebidinha é meia verdade, a pessoa não estava com sede nem você, nós criamos esse tipo de escapadela ridícula que é totalmente aceitável, naqueles momentos sem assunto. Você conhece a pessoa, sente um alivio ao ve-la, mas depois percebe não ter a menor afinidade, o rosto é familiar, mas só aquilo, você não sabe quem é a mãe o pai, onde estudou, no máximo com o que ela trabalha.
Agora você começa a perceber a dificuldade para pegar bebidas, filas, empurra empurra, em seguida o banheiro aaaaaaaaaah o banheiro, o paraíso caudaloso de todo beberrão. Prometo que um dia eu falarei exclusivamente de banheiros, por hoje vocês podem imaginar sozinhos, o que era o banheiro da festa.
Pessoas meio famosas, alpinistas sociais, garotas de procedência e tenência duvidosa.
Lá pelas 2 da matina você já se imagina na cama, de pijaminha, tomando chá quente, dai dá uma pestanejando se esforçando para cumprir seu papel de baladeira, tenta circular, joga uns sorrisos, resolve pegar mais um energético para dar aquele “up”. “Ahhh não! Acabou o energético, vocês só podem tá de brincadeira”.
Eis que o sono parece ouvir você reclamar e começa atravessar sua cabeça como se fosse uma furadeira. Um bocejo, dois, três, olha para um lado e vê uma meia dúzia de moçoilas que você definitivamente não está com a menor paciência de aturar, para outro e visualiza aquela sua colega “locaassaaa” querendo perder a linha na pixta.Sem falar o pessoal da firma trebado, vindo discutir situações cotidianas na esperança de desenvolver assunto.Depois de dez minutos o fulano já fala que sempre foi com a sua cara e que vocês serão bons amigos(ele sempre tem certeza disso “Cara, eu gotodivocê , a gente vai se amigo pa carai, tencertezadissu”).
Ok chega por hoje, eu percebo que estou no lugar errado, me desculpo com algumas pessoas justificando que tenho aula no dia seguinte (são três da manha, você acha mesmo que vou levantar as sete para ir à aula?! aham Cláudia senta lá), pego algo para comer mais uma água, saio despercebida.
Chegar a minha casa trás aquela alegria, então solto o pensamento de que não sou para isso, meu negócio é boteco e festa nunca mais.
Sou a primeira a chegar ao trabalho, após todo o quase pesadelo ainda sou obrigada a ver a galera só falar a respeito E EXUZAR AS REDES SOCIAS.
Restart que me desculpe, mas eu devia ter ganhado 5 prêmios ontem.
Mais paciente;
Maior bocejo de sono;
Maior dor no pé causada por salto;
Maior cagada por esquecer o celular no banheiro e conseguir encontrá-lo no mesmo lugar;
Maior preguiça do ano;
Nada contra festa, ou prêmio ou as bandas eu é que to velinha mesmo.
Agora me dá licença que vou tomar um chá e XINGAR MUITO NO TWITTER.
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